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Acidente em centro de usinagem CNC: quando a proteção não segura o impacto

Muito se fala em impedir o acesso à zona de risco e pouco em impedir que o risco seja projetado sobre o operador. Eudes Junior analisa um acidente com CNC.

Equipe Alfasafety, com Eudes Junior, especialista em NR-12,

Na NR-12, muito se fala sobre impedir que o operador acesse as zonas de risco, e as proteções costumam ser projetadas só pensando nisso. Quase nunca se fala do caminho contrário: o risco ser projetado sobre o operador.

A proteção precisa servir ao risco real

A NR-12 determina que as proteções físicas levem em conta as particularidades da máquina e do trabalho. Um exemplo: de que adianta proteger um sistema hidráulico com grade ou tela, prevendo só o chicoteamento das mangueiras, se o grande risco é um jato de óleo quente e pressurizado atingindo o operador? Nesse caso a grade é ineficaz. A proteção precisa ser de chapa metálica ou policarbonato, capaz de conter o jato.

O que o acidente mostra

  • A proteção do centro de usinagem não foi projetada para resistir ao impacto da peça ou de parte da máquina sendo arremessada contra ela.
  • Havia muitas pessoas em volta do equipamento, o que poderia ter transformado o acidente numa tragédia.
  • Tudo indica que a peça usinada estava fora da normalidade ou da especificação do equipamento, o que também contribuiu para o acidente.

Ao projetar uma proteção, a pergunta não é só "o operador consegue entrar?". É também "o que pode sair de dentro da máquina, e a proteção aguenta?".

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